"Task force" inglês

Linhas-guia inglesas Editar

Já a NHS (Sistema Nacional Inglês de Saúde), possui várias linhas-guia sobre diversos assuntos (e não só prevenção). Neste site é possível visualizar várias recomendações:

http://www.library.nhs.uk/guidelinesfinder/

Existe, contudo uma organização não-governamental que transforma algumas das guidelines em recomendações de prevenção e promoção da saúde. O linguajar é simples e muito bons para pacientes com nível de instrução moderada-boa:

http://www.nice.org.uk/

Por exemplo, aqui podemos ver recomendações(na verdade uma linha-guia) para IRC do Royal College of Physicians:

http://guidance.nice.org.uk/CG73

Dos ingleses sempre gostei das guidelines, talvez esteja tendencioso. Se encontrarem algo diferente deixem-me a par, ok?

Task force canadense

Task force canadense Editar
Já o task force canadense pode ser encontrado na página:
http://www.canadiantaskforce.ca/

A Força-Tarefa canadense é um organismo independente de quinze
especialistas em prevenção e atenção primários que reconhecem e apoiam
a necessidade de atividades preventivas comprovadas na atenção
primária no Canadá. Saiba mais sobre cada um dos membros da Task
Force, visualizando as biografias (http://www.canadiantaskforce.ca/
members_eng.html) tem sempre um indiano no meio...

As recomendações atuais podem ser encontradas aqui:
http://www.canadiantaskforce.ca/recommendations__past_eng.html ,
infelizmente os canadenses não têm todas as recomendações em um só
arquivo (pelo menos eu não tenho).


Todas as evidências são lindamente classificadas por grau de
importância. Se quiserem conversar sobre evidências... ;-)


Task force americano

Task force americano Editar
Os US Preventive Services Task Force é um painel independente de
especialistas em atenção primária e prevenção que sistematicamente
revisa as evidências de eficácia e desenvolve recomendações para
serviços preventivos clínicos. Patrocinado desde 1998 pela Agência
para a pesquisa e a qualidade (AHRQ), a Força-Tarefa é o painel
independente de maior importância de peritos do setor privado na
prevenção e atenção primários.

O guia de bolso abrange todas as recomendações USPSTF de 2002 a março
de 2009. recomendações atualizadas estão disponíveis através do tema
no Índice do Web Site da USPSTF.


As recomendações são organizados para referência rápida e fácil
pesquisa. Uma seção contempla jogos de serviços preventivos
recomendados para os pacientes, homens, mulheres, gestantes e
crianças.


Em arquivos vocês encontrarão as recomendações do Task Force americano
(pocketgd09.pdf). Que também tem uma cópia aqui: http://www.ahrq.gov/clinic/pocketgd.htm

Para abrí-lo será necessário um leitor PDF, que pode ser encontrado
aqui: http://get.adobe.com/br/reader/

O Pediatra

Muitos estudantes de medicina e de 2o grau me escrevem para saber alguma coisa sobre minha profissão. Para os que até agora não perceberam, eu sou pediatra.

Segue abaixo uma definição tirada do Portal Brasil Profissões:


Pediatra: "profissional responsável pelo bem estar e o tratamento de moléstias em crianças e adolescentes"

 
O que é ser um pediatra?

 
O pediatra é o médico especializado na assistência a crianças e adolescentes, seja no aspecto preventivo ou curativo. O pediatra realiza consultas de rotina e acompanha o crescimento, mede e pesa a criança, para comparar com exames anteriores, além de prevenir e tratar as possíveis enfermidades. É o pediatra que orienta e aconselha a mãe desde o nascimento do bebê, e acompanha seu desenvolvimento. Esse profissional tem a responsabilidade de auxiliar os pais na formação da criança, pois é nessa fase que o ser humano se constitui, tanto fisicamente quanto biologicamente. Também é de responsabilidade do pediatra garantir o bem estar e a saúde da criança, visando a prevenção de doenças em seu diagnóstico rápido.

 

 

 
Quais as características necessárias para ser um pediatra?

 
Para ser um pediatra, além de todo o conhecimento adquirido na faculdade de medicina, também é necessário que o profissional entenda de psicologia, principalmente a infantil, para assim se integrar cada vez mais a dinâmica familiar. Além disso, outras características interessantes são:

   
  • gosto pela medicina e pelas ciências biológica
  • gosto por crianças
  • capacidade de observação
  • capacidade de organização
  • responsabilidade
  • metodologia
  • facilidade para lidar com as pessoas
  • pró-atividade
  • dinâmica
  • interesse pelos sistemas do corpo humano
  • discrição
  • autocontrole

 Qual a formação necessária para ser um pediatra?

 
Para ser um pediatra é necessário possuir diploma de curso superior em Medicina, com duração média de seis anos, e posterior especialização (equivalente a pós-graduação) ou residência na área de Pediatria de alguma instituição de saúde, cuja admissão é feita mediante concurso ou prova/seleção, com duração mínima de 2 anos, sendo o terceiro ano opcional em algumas instituições, para a pediatria geral. Para subespecialidades, são necessários mais 1 ou 2 anos (até 3 ou 4 dependendo no que o médico quer se especializar). Para a Residência Médica há exigência de carga horária obrigatória de 60 horas/semana, pondendo ou não contar com bolsa-auxílio, já saindo da residência como pediatra. Para os que fizerem pós-graduação, com carga-horária reduzida, sem bolsa, fora do vínculo de Residência Médica, o profissional deve prestar prova de título ao final do curso, na SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), para então poder denominar-se pediatra. É imprescindível que o curso escolhido seja de qualidade e reconhecido pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura). O curso de Medicina engloba matérias como: anatomia e fisiologia dos diferentes sistemas do corpo humano, biologia, bioquímica, biologia molecular, genética, patologia, medicina preventiva, farmacologia, epidemiologia, psicologia médica, ente muitas outras matérias que tratam de todos os sistemas do corpo e especializações da medicina. É importante que o profissional se atualize constantemente por meio de cursos, palestras e workshops, para se manter sempre informado sobre novos métodos e técnicas de tratamentos e diagnóstico.

  
Principais atividades de um pediatra

 
  • realizar consultas com os pais e a criança
  • orientar os pais sobre a importância da consulta periódica com o pediatra, da amamentação, da alimentação adequada e informar sobre as fragilidades infantis e sobre a formação física, biológica e mental durante a infância
  • fazer perguntas sobre a história familiar
  • pesquisar os hábitos e condições de vida da criança
  • acompanhar o crescimento, medindo peso e atura e comparando com os exames anteriores e com a média normal para a idade
  • examinar o funcionamento dos sistemas infantis
  • verificar queixas
  • diagnosticar possíveis moléstias
  • solicitar exames detalhados
  • receitar o tratamento adequado em cada caso
  • acompanhar o tratamento, verificando melhora do quadro clínico e mudanças necessárias no método de tratamento
  • acompanhar tratamentos mais específicos com outros médicos
  • acompanhar a imunização (vacinação)
  • acompanhar a amamentação
  • orientar a mãe durante o desmame da criança, informar a alimentação adequada em cada época da vida da criança
  • tirar as dúvidas dos pais quanto ao desenvolvimento normal da criança
  • Áreas de atuação e especialidades

O pediatra trabalha sempre com crianças, na área clínica ou hospitalar, seja da rede pública ou privada. Esse profissional pode trabalhar de duas formas:

 

  1. na puericultura: é a área voltada a prevenção e acompanhamento do desenvolvimento de todos os sistemas. Estima-se que, atualmente, 40% do trabalho clínico do médico se dirige a puericultura, e o maior objetivo atual é, com o aumento cada vez maior da expectativa média de vida, é a prevenção de doenças crônicas nos adultos e idosos. Para tal o profissional observa e tenta eliminar os hábitos nocivos, para evitar doenças como obesidade, diabetes, hipertensão, aterosclerose, etc.
  2. na área curativa: essa área é responsável por administrar as técnicas de tratamento às mais diversas patologias e pesquisar métodos que ajudem na rapidez do diagnóstico. Esse tipo de pediatria é a que trata das moléstias da criança ou adolescente.

 
Mercado de Trabalho

 
O mercado de trabalho para o profissional da saúde sempre é amplo. A precariedade da saúde pública faz com que haja constante necessidade de profissionais para servir a população. A rede particular também demanda muitos profissionais, pois o tratamento da criança é muito importante na sua formação física, biológica e mental. ONGs (Organizações Não Governamentais) também contratam profissionais para realizar trabalhos sociais na área. O importante para se destacar no mercado é a constante atualização por meio de cursos, pois a área da saúde apresenta grande campo de trabalho e especializações sempre são um diferencial.

 

 

 
Curiosidades

 
História da Pediatria

 
Até o século XIX, a capacidade de resolução das moléstias da medicina ainda era muito baixa, e a mortalidade infantil muito alta, pois as condições de higiene, saúde e diagnóstico eram precárias. A partir do final do século XIX, foram sendo criadas cada vez mais especializações dentro da medicina, como exemplo da pediatria. O reconhecimento e a institucionalização dessa especialidade foram difíceis, pois muitos não compreendiam a diferenciação da medicina voltada ao adulto e da medicina voltada a criança. O argumento utilizado foi o da necessidade de uma semiologia e uma terapêutica que enfatizasse as características e fragilidades das crianças. Nas grandes cidades brasileiras começaram a se formar agrupamentos de pediatras interessados no crescimento da profissão. A sociedade de pediatria do Rio de Janeiro foi fundada em 1910 e possuía apenas 67 sócios. A partir daí a profissão cresceu e só em 1951 a sociedade se nacionalizou e passou a ser chamada de Sociedade Brasileira de Pediatria.

Quem dorme 7 horas tem menos doença cardiovascular

Pesquisadores da Universidade de West Virginia analisaram dados de um inquérito de saúde realizado em 2005 nos EUA, e observaram que as pessoas que dormiam 7 horas por dia tinham menos chances de também ter angina, infarto cardíaco e derrame (AVC). As pessoas que dormiam 5 horas ou menos tinham 120% mais chances de ter alguma doença cardiovascular, e as pessoas que dormiam 9 horas ou mais tinham uma chance 57% maior de ter alguma doença cardíaca ou circulatória do que as pessoas que dormiam 7 horas em cada período de 24 horas.

Cachorro dormindo no chão

© eastangerine (alguns direitos reservados)

Lembro muito bem de quando entrei na faculdade: a quantidade de matéria para estudar era tão maior que o tempo disponível que comecei a invejar as pessoas que dormem 4 horas por noite. Agora eu fico pensando: será que essas pessoas têm maior risco cardiovascular?

De fato, existe uma variação individual da necessidade de sono, e a pesquisa não levou isso em consideração. Se uma pessoa precisa de 4 horas de sono para se sentir bem, e dorme exatamente isso, e se outra pessoa só descansa com 9 horas de sono, mas se ambas dormem 4 horas por noite, ambas pessoas são consideradas da mesma forma pelo estudo.

Outra limitação do estudo é não diferenciar o que veio antes, e o que veio depois. Será que a duração do sono leva às doenças cardiovasculares, ou é o contrário? Pode até ser que ambos fatores tenham uma causa em comum.

Em resumo, o artigo publicado neste mês na revista científica Sleep não é o suficiente para convencer alguém a dormir mais ou menos do que seu costume. O que o artigo faz é mostrar que existe uma associação entre a duração do sono e as doenças cardiovasculares, associação essa que deverá ser melhor estudada em pesquisas que ainda deverão ser realizadas.

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Leia também:

  1. Quem tem risco de ter diabetes mellitus

TOPBLOG 2010

 

O ConsCiência no Dia-a-Dia está concorrendo na categoria Saúde

 

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Pesquisa aponta que ficar muito tempo sentado não faz bem à saúde

 

A recomendação de pelo menos 150 minutos por semana de atividade física intensa ou moderada é unânime quando o assunto é promoção de saúde. Esses 150 minutos distribuídos em cinco dias por semana dariam meia hora diária de atividade física, o que poderia ser considerado como o MÍNIMO para usufruirmos dos seus inúmeros benefícios à saúde. Além disso, já contamos com boas evidências de que, além dessa meia hora diária, deveríamos evitar ficar muito tempo parado em casa ou no trabalho.

  

O sedentarismo vai muito além da ausência de exercícios físicos regulares.  O termo sedentário tem origem em SEDERE do Latim que significa SENTAR e já existem argumentos coerentes que dariam suporte à mudança do termo “comportamento sedentário” por “comportamento de inatividade muscular”. As pesquisas têm mostrado que o hábito de permanecer longos períodos do dia sem movimentação aumenta o risco de obesidade, diabetes, síndrome metabólica, doenças do coração, câncer, e também está associado a uma menor longevidade. Tudo isso é independente da presença de exercícios moderados a vigorosos. É previsível que essas horas de inatividade muscular sejam ainda mais prejudiciais para quem faz poucos exercícios físicos. 

 

Um novo estudo publicado na última edição do Jornal Americano de Epidemiologia confirma que ficar muito tempo parado realmente não é um bom negócio. Quase 125 mil americanos saudáveis, com uma média de idade de 62 anos, foram acompanhados por 14 anos. No início do estudo, um questionário foi aplicado para quantificar o tempo que cada voluntário costumava ficar sentado por dia fora do horário de trabalho, como por exemplo, o tempo dedicado à TV e à leitura. Foi investigado também o tempo de dedicação a exercícios físicos recreativos (ex: caminhada, corrida) e atividades físicas do dia-a-dia, como fazer compras, jardinagem e outros trabalhos domésticos.

 

Quem praticava mais esportes não apresentava maior ou menor tendência de permanecer sentado durante o dia. Quando comparado ao grupo de pessoas que ficava sentado por menos de três horas diárias, aquelas que ultrapassavam seis horas apresentavam um aumento de 40% nos índices de mortalidade no caso das mulheres e de 20% no caso dos homens. Essa associação foi mais forte no caso de mortalidade por doenças cardiovasculares do que por câncer, e o risco foi duas vezes maior quando o indivíduo tinha pouca atividade física recreativa. Esses resultados são concordantes com três estudos prévios realizados com Australianos, Canadenses e Japoneses.

 

É bem reconhecido que o homem contemporâneo passa a maior de seu tempo acordado em estado de inatividade muscular. Mas qual o é o problema em se ficar sentado por longos períodos? Sabe-se que a inatividade muscular interfere numa série de processos metabólicos que podem alterar importantes marcadores de saúde como a pressão arterial, a glicemia, leptina e lipídios, que por sua vez estão associados a problemas como a obesidade e doenças cardiovasculares.

 

Pelo corpo de evidências que temos até o momento, as recomendações médicas poderiam incluir não só os exercícios físicos regulares, mas também o hábito de se movimentar de forma intermitente durante o dia. Paradas de alguns minutos no trabalho a cada hora para se movimentar, evitar o automóvel quando possível, usar as escadas no lugar do elevador, todas essas são atitudes que podem ter mais influência sobre nossa saúde do que podemos imaginar. Campanhas que estimulem as pessoas a viverem menos sentadas podem ter um grande impacto na saúde pública do nosso país que já tem metade dos seus adultos com excesso de peso.

 


Seminário Nacional Creche para Todas as Crianças

Lei da cadeirinha

Segundo o Boletim da Rede Primeira Infância em Primeiro Lugar:

A partir do dia 1º de setembro começa a fiscalização das novas regras para transporte de crianças em carros de passeio. A resolução 277, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada em junho de 2008, determina que meninos e meninas de até 7 anos e meio devem ser transportados em assentos específicos. A fiscalização deveria ter começado em junho, mas a falta do produto no mercado levou o Contran a adiar a exigência para setembro.
  • Crianças de até 1 ano de idade deverão ser transportadas no bebê conforto;
  • de 1 a 4 anos, em cadeirinhas;
  • e de 4 a 7 anos e meio em assentos de elevação [boosters].
Táxis, ônibus e veículos de transporte coletivo estão liberados. Quem ainda não comprou o equipamento, precisa se apressar.

O não cumprimento das regras acarreta multa de R$ 191,54, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e apreensão do veículo até que a irregularidade seja resolvida. A infração é considerada gravíssima. (A notícia foi publicada nos principais jornais do País – 25/08/2010)
 
 
Finalmente entra efetivamente em vigor! E com atraso. Entendo que não havia produto no mercado, mas desde sempre há campanhas para o uso de cadeirinhas nos carros de passeio para crianças. Acho inclusive que transportes escolares também deveriam entrar nesta classificação (já que as crianças vão muitas vezes soltas no ônibus e o perigo se aplica e é o mesmo. Inclusive na minha opinião, o motorista do transporte escolar deve ser responsabilizado também em caso de acidente, se a criança estiver solta no veículo como geralmente acontece (fique sabendo que, em caso de lesão de um filho meu, no seu ônibus escolar, vou processá-lo por lesão corporal culposa - sorte sua que meus filhos para a escola no carro da família).
 
Agora, vou dar mais uma opinião, como cidadão, não como médico. Junto com esta lei, deveria ser postulado algum termo que obrigasse algum tipo de medida padrão para cadeiras/bancos traseiros por parte das montadoras/fabricantes. Explico com um exemplo pessoal:
 
        Tenho 3 filhos e um carro, cujo banco traseiro tem 3 cintos de segurança. Portanto, foi desenvolvido para conter 3 passageiros. No entanto, no banco traseiro do meu carro não cabem três cadeirinhas, nem 2 cadeirinhas e um booster. Como meu filho mais velho, apesar de ser baixo, tem mais que 7 anos e meio (tem 8), eu não infrinjo a legislação colocando-o no cinto abdominal. Mas, se ele tivesse 7 anos, eu teria que comprar um outro carro? Antes da lei, procurei em vários lugares e não havia achado booster que coubesse entre as duas cadeirinhas sem que me impedisse o acesso aos cintos de segurança do banco traseiro. Assim, talvez sirva de dica comercial para alguma montadora ou fabricante de cadeirinhas, que se fizesse cadeiras para bancos traseiras como itens opcionais de fábrica ou com alguma equivalência no mercado. Se fizerem, posto aqui, e ponho um selo indicativo do Pediatra em Casa (!!!). Neste veículo especificamente (um FIAT Idea), o assento central é mais estreito que os demais, impedindo a colocação do assento elevado no meio, ou de uma cadeirinha. Imagino que esta dificuldade não seja só minha, nem somente deste modelo.
 
De qualquer forma, a lei é bem vinda e deve ser cobrada com RIGOR!
 
Um abraço.

Ministério da saúde aumenta lista de doenças de notificação compulsória

Ontem (1) o Ministério da Saúde publicou a Portaria 2472, de 31 de agosto de 2010, que amplia a lista de doenças, agravos e eventos em saúde pública de notificação compulsória e regulamenta o sistema correspondente. Confira os novos itens da lista:

  • Acidentes com animais peçonhentos
  • Atendimento antirrábico
  • Esquistossomose
  • Intoxicações exógenas agrotóxicos, metais pesados e outros
  • Sífilis adquirida
  • Síndrome do corrimento uretral masculino

A nota do Ministério da Saúde à imprensa aponta para o texto integral da portaria.

Acredito que a informação será mais útil para os profissionais de saúde. Mas qualquer um pode atualizar a página da Wikipédia sobre notificação compulsória. Além disso, é bom lembrar todo o Brasil de que, em certas doenças, o médico é obrigado a notificar sua ocorrência à Vigilância Sanitária, mesmo que o atendimento ocorra num consultório médico ou hospital particulares.

Participe!

Leia também:

  1. Projeto de lei aumenta 50% orçamento federal da saúde
  2. Ministério da Saúde amplia vacinação contra gripe suína
  3. Ministério da Saúde responde a boatos sobre vacina contra gripe suína

Parabéns aos Educadores Físicos!

Só para "registrar o encontro" (como diria "Seu Jorge" no disco com a Ana Carolina)
Parabéns aos educadores físicos!!!
Aos que atuam nas diversas frentes que nossa profissão permite, fazento um trabalho alicerssado em teorias, com a parte prática também mas principalmente humana.
Feita para o outro que assim como nós é cheio de vontade, esperança, sentimento ...
Vamos em frente, com todas os desafios que aparecem a qualquer profissão mas sempre acreditando na educação e no ser humano.

Saúde, direito de todos?

Por Sílvia Batista

Sendo a saúde um direito de todos e dever do Estado desde a Constituição de 1988, entende-se por correto ou incorreto o ressarcimento ao SUS ao realizar atendimentos a pacientes que possuem convênio médico?

Acredito que essa discussão vai longe.

O Sistema Único de Saúde existe para garantir a todos a possibilidade de cuidados à saúde de forma “gratuita” (entende-se por todos qualquer cidadão em território nacional). No entanto, pela enorme demanda de atendimento e pela necessidade de “cuidar melhor” dos cidadãos, privatizamos a saúde.

Dessa forma, hospitais privados, planos de saúde privados, realizam um grande número de atendimentos e comumente pacientes que possuem tais planos acabam sendo atendidos pelo nosso querido SUS. Aí se levanta a questão, o fato de um cidadão possuir plano de saúde lhe tira o direito garantido pela constituição de ter assistência gratuita à saúde? E o plano de saúde deve pagar ao SUS pelo atendimento prestado?

Uma questão delicada.

Será que um cidadão que possui plano de saúde e utiliza o SUS está retirando a vaga de uma pessoa que não pode pagar um plano de saúde? Até que ponto o SUS está sendo financeiramente prejudicado? Até que ponto os cidadãos “menos favorecidos” estão sendo prejudicados?

Depois de muito pensar, ouso dizer que com base na Constituição, nenhuma operadora de saúde deve reembolsar o SUS pelo atendimento prestado ao cidadão. Esse é NOSSO direito e dever do Estado.

Se o direito existe enquanto não se tem um plano de saúde, pergunto-me: saúde, direito de todos mesmo?

Sílvia Batista

Consultora de Faturamento Sus na MV Sistemas
E-mail: silvia.batista@mv.com.br

As 10 principais doenças do homem no Brasil

Quando se fala em um homem ir a uma consulta médica, muitas pessoas pensam logo no exame de próstata. Primeiro, o próprio Instituto Nacional do Câncer (Inca) não recomenda que se faça toque retal ou dosagem de PSA no sangue como rotina. Segundo, o homem brasileiro tem uma série de doenças mais importantes, qualquer que seja o critério adotado. Por isso, compilei uma lista das doenças que mais comprometem a saúde do homem brasileiro, usando como critério a carga de doença (que considera os anos de vida perdidos, o grau de incapacidade dos sobreviventes, e o número de pessoas afetadas). O número entre parênteses é a proporção da carga de doença do homem brasileiro que é atribuída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) àquela doença.

  • Violência (2,5%) — Essa “doença” inclui assassinato, tentativa de assassinato e outros tipos de agressão. Em outros termos, todo tipo de agressão intencional que não tenha sido causado pela própria vítima ou como parte de algum tipo de guerra. Estima-se que, no Brasil e região, o álcool seja responsável por 45% da mortalidade por assassinato em homens a partir dos 15 anos de idade, e 15% em crianças. O consumo de drogas ilícitas também tem uma contribuição, mas parece que trabalhar no tráfico é ainda pior. De acordo com o ex-secretário de segurança do Espírito Santo, cerca de 70% dos assassinatos [no estado] são resultados de disputas territoriais envolvendo o tráfico de drogas.
  • Acidentes de trânsito (1,1%) — Estima-se que o álcool seja responsável por 60% das mortes por acidentes de trânsito nos homens entre 30 e 44 anos de idade no Brasil e região. Essa proporção ainda é de 56% entre os 15 e os 29 anos de idade, e vai caindo nos extremos da vida sem deixar de ser relevante: 18% para os menores de 15 anos de idade, e 30% para os maiores de 70 anos de idade. (Isso sem contar com as pessoas que sobrevivem aos acidentes mas ficam incapacitadas.) Vale lembrar que pedestre, ciclista e motociclista que bebem também aumentam o risco de se envolverem num acidente, e que quem não bebe pode morrer ou ficar incapacitado por causa de alguém que bebeu.
  • Transtornos relacionados ao uso do álcool (1,0%) — O alcoolismo é uma doença muito debilitante, e estimativas variam de 5% a 15% dos adultos no Brasil. Outro problema muito comum é o uso nocivo do álcool, no qual a pessoa continua usando álcool em excesso (ou em ocasiões inadequadas) mesmo percebendo que sua forma de beber está trazendo consequências. O uso nocivo do álcool não é uma doença, mas é um problema de saúde grave, e colabora com grande parte das doenças desta lista. Para conhecer os limites do uso de baixo risco do álcool, confira o artigo Por que o homens morrem mais cedo?.
  • Doença cardíaca isquêmica (0,9%) — A angina, o infarto e os outros problemas da família aparecem nos homens antes do que nas mulheres, algo como 5 anos mais cedo. Existem uma série de fatores de risco, como falta de atividade física, tabagismo, obesidade, pressão alta, colesterol alto, e glicose alta. O uso de álcool em baixas doses parece reduzir o risco de infarto, enquanto o uso excessivo aumenta o risco, até porque o álcool está ligado a outros fatores de risco como a pressão arterial.
  • Depressão (0,9%) — Os transtornos depressivos unipolares, como o episódio depressivo maior e a distimia, são problemas mentais comuns e às vezes muito graves. As mulheres sofrem mais com a depressão que os homens, mas isso não significa que o problema seja negligenciável no sexo masculino. A maioria dos casos estão relacionados a problemas sociais, financeiros etc., mas alguns são decorrentes de fatores de risco preveníveis. Estima-se que o álcool seja responsável por 7,0% dos casos de episódio depressivo maior, que é um tipo importante de depressão; no caso das mulheres, essa proporção é de apenas 1,4%. (O contrário também ocorre: os transtornos depressivos aumentam o risco da pessoa desenvolver um transtorno relacionado ao uso do álcool.) Outra causa importante de depressão é o abuso sexual na infância. (Leia também: Como saber se você está com depressão.)
  • Pneumonia (0,8%) — Mesmo com a queda da mortalidade pela doença, a pneumonia pode trazer sequelas que prejudicam o funcionamento dos pulmões para o resto da vida. Não é novidade de que o uso de álcool e o tabagismo contribuem para as infecções respiratórias.
  • Outros tipos de acidentes (0,7%) — Esses são os acidentes que não se enquadram em trânsito, afogamento, queda, envenenamento ou incêndio. No Brasil e região estima-se que 48% dos “outros tipos de acidentes” sejam causados pelo álcool, nos homens entre 15 e 44 anos de idade. Até os 14 anos de idade essa proporção é de 18%, e a partir dos 45 anos de idade, é de 42%. Os acidentes de trabalho também constituem uma parte importante da causa desses acidentes.
  • AVC (0,7%) — A doença cerebrovascular, que inclui tanto o derrame (AVC) quanto outras formas menos drásticas, é a principal causa de morte no Brasil, mas essa é uma morte que costuma acontecer em idades bem mais avançadas que a das mortes por violência ou acidente de trânsito. 62% de todos os derrames no mundo são causados por pressão arterial arterial elevada. Como já disse antes, quanto menor a pressão arterial, melhor. Baixar a pressão de 12,5 por 8 para 11,5 por 7,5, por exemplo, diminui em 38% o risco de AVC. Além disso, a maioria dos principais fatores de risco para a saúde do brasileiro podem causar um derrame.
  • Prematuridade e baixo peso ao nascer (0,5%) — Estima-se que nascer com o peso abaixo de 2500 gramas aumente em 6 vezes o risco do bebê morrer antes de completar um mês de vida. (O peso médio ao nascer é de 3300 gramas.) Existe uma série de complicações da gravidez que podem causar um nascimento prematuro (antes do feto alcançar as 37 semanas) ou com baixo peso. E o melhor é que a maioria dessas complicações pode ser prevenida ou diagnosticada precocemente se a mulher fizer o pré-natal adequadamente.
  • DPOC (0,4%) — Quem tem enfisema também costuma ter bronquite crônica, e vice-versa; a associação das duas doenças é conhecida como doença pulmonar obstrutiva crônica, ou DPOC para os íntimos. Estima-se que 85% das mortes por DPOC no mundo sejam causadas pelo tabagismo. A poluição doméstica causada por fogões a lenha também é importante, mas essa importância varia muito de um lugar para o outro. (Leia também: Como parar de fumar.)

Pessoalmente, sou a favor de não deixarmos que as diferenças nos ceguem para as semelhanças. A maioria das doenças mais importantes para os homens também têm alguma importância para as mulheres, e vice-versa. Mas se for para focar nas diferenças, façam-me o favor de não ficar pensando só em câncer de próstata. A carga de doença causada pelo câncer de próstata é de cerca de um terço da carga de doença causada pelo DPOC, que é apenas a décima doença mais importante para os homens. As doenças que mais distinguem os homens das mulheres são problemas mentais e sociais: a violência, os acidentes, e os transtornos relacionados ao uso de álcool, tabaco e drogas ilegais. (Leia também: Por que o homens morrem mais cedo?.)

Se você tiver alguma dúvida sobre uma dessas doenças, ou se simplesmente quiser manifestar seu interesse, não deixe de fazer um comentário. Pretendo usar essas manifestações para escolher o tema dos próximos artigos a serem publicados aqui no Doutor Leonardo.

Ao longo dos próximos meses pretendo publicar outras listas das principais doenças: para as mulheres, para as crianças, e para os idosos.

Participe!

Leia também:

  1. As doenças causadas pelo tabagismo passivo
  2. Os 10 maiores fatores de risco para a saúde do Brasil

Tricotilomania

     Destaco algumas questões da edição de setembro / 2009.
    
     Avança, Ciência! Há muita gente precisando da sua ajuda!
         
Título: Trichotillomania Across the Life Span
Autor: MICHAEL H. BLOCH
Fonte: J . AM. ACAD. CHILD ADOLESC. PSYCHIATRY, 48:9, SEPTEMBER 2009

     A tricotilomania (TTM) é um distúrbio em que os pacientes arrancam, cronicamente, os próprios cabelos. Pode causar danos significativos sob os aspectos sociais, acadêmicos e médicos.

     A Terapia Comportamental tem demonstrado grande eficácia no tratamento de adultos com TTM. Grandes ensaios clínicos não-controlados sugeriram eficácia similar em crianças.      O tratamento farmacológico para TTM é amplamente utilizado, apesar de poucas evidências empíricas de eficácia. Vários ensaios clínicos, duplo-cegos e randomizados, demonstraram que os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (exemplos: sertralina e fluoxetina) não têm nenhuma eficácia no tratamento dos sintomas primários da tricotilomania no adulto. Entretanto, podem ser úteis no tratamento da ansiedade ou dos sintomas depressivos associados à TTM. 

     Acerca dos antipsicóticos (exemplo: haloperidol), não foram publicados estudos duplo-cegos com placebo controle para demonstrar a sua eficácia, e os efeitos colaterais limitam seu uso em crianças.


     A N-acetilcisteína (NAC), modulador do glutamato e com propriedades antioxidantes, demostrou ser uma grande promessa em adultos com TTM, mas, ensaios clínicos são necessários para demonstrar a sua eficácia nas crianças. 

Fonte adicional: clique aqui.

Manual Merck

Manual Merck de saúde da família. Sempre uma boa referência para pacientes crônicos e que precisam aprimorar o auto-cuidado.

Link, acesso gratuito.