Crianças asmáticas podem fazer atividades físicas?


A prática regular de exercício físico reduz sintomas alérgicos em crianças. Mas, na prática, o que se vê é a limitação das atividades esportivas, em especial nos portadores de asma (ou bronquite). Estudos recentes chamam a atenção para este fato e enfatizam a importância do tratamento adequado da asma, baseado nas diretrizes nacionais e internacionais pois a asma bem controlada permite atividades normais para crianças  asmáticas. 


O exercício físico exerce efeitos positivos nos sistemas cardiovascular, respiratório e muscular, sendo essencial para o desenvolvimento infantil, destaca a pesquisa da universidade italiana. E enfatiza que no caso de crianças alérgicas o benefício é ainda maior: a atividade física regular age beneficamente sobre o sistema imunológico e pode reduzir a inflamação alérgica. O condicionamento físico através de exercícios reduz o número de crises e melhora a qualidade de vida das crianças asmáticas.


Mas, atenção para estes fatores:


- É importante avaliar as condições do recinto em que a atividade é realizada para evitar a exposição das crianças a alérgenos ambientais. 
- Pergunte ao alergista se seu filho tem asma por exercício e, em caso positivo, solicite uma orientação 
- Fatores como o ar frio, umidade, materiais empoeirados, etc. podem provocar sintomas. Da mesma forma, o estudo indica que certos materiais usados durante o exercício como esteiras, tapetes, devem receber limpeza adequada. 
- Natação é um esporte apropriado pois fortalece a musculatura respiratória. Mas, cada criança deve escolher a modalidade esportiva que mais aprecia, sendo algumas mais recomendáveis, como tênis, voleibol, futebol, artes marciais e natação.
- É recomendado fazer exercícios de alongamento e aquecimento gradual antes de iniciar a atividade física.

Crianças com asma podem praticar esportes, desde que se respeite 
o controle da asma e a sua preferência. 

Fonte: Sociedade Latinoamericana de Alergia Asma e Imunologia



Copo x Mamadeira: por que os hospitais "Amigo da Criança" adotam o uso do copinho

Quando o recém-nascido, especialmente o recém nascido prematuro, não é capaz de amamentar, devido a imaturidade fisiológica ou condições clínicas desfavoráveis durante a internação, faz-se necessário um método alternativo de nutrição. Especialmente quando a prematuridade é extrema, a nutrição é iniciada por meio do uso de sondas, mas o objetivo final é a nutrição por aleitamento materno. Para promover o aleitamento materno é necessário estimular a atividade das estruturas orofaciais, por meio de métodos de transição alimentar via oral, que se aproximem do processo fisiológico da amamentação. 

O uso do copo tem sido recomendado em razão do uso das mamadeiras. As mamadeiras mostraram-se métodos desfavoráveis ao aleitamento materno por diversas razões. Primeiramente, por causar a “confusão de bicos”, uma vez que o bico da mamadeira induz a mudança do padrão de sucção fisiológico e, portanto, ideal para o aleitamento materno. Na amamentação, o neonato tem que abrir bastante a boca para acomodar o tecido do seio, protruir a língua além do lábio inferior e canolá-la abaixo da auréola; na sucção por mamadeira, o neonato suga com a boca parcialmente fechada e se ele habituar-se a este padrão, quando for amamentar no seio, poderá causar ferimentos na mama, ter dificuldade em extrair o leite e, conseqüentemente, ocasionar o desmame. O uso de mamadeiras mostrou-se, ainda, associado ao aumento de mortalidade e morbidade em países em desenvolvimento devido a dificuldade de higienização dos bicos em unidades hospitalares. Finalmente, o padrão de sucção nas mamadeiras está relacionado à hiperfunção do músculo bucinador, podendo ocasionalmente resultar em alterações motoras orais e das funções neurovegetativas. 

O uso do copo tem sido o método alternativo sugerido para promover o aleitamento materno porque evita o desenvolvimento atípico da sucção. Quando o neonato utiliza o copo, ele sorve ou lambe o leite. Sorver é uma habilidade motora oral que se desenvolve mais precocemente do que a sucção; desta forma, o neonato que está em uso de sondas devido à prematuridade pode iniciar a nutrição via oral mais precocemente. À medida que o copo é colocado na boca do neonato o leite apenas toca os lábios dele, para que consiga, por si só, dar o ritmo à própria ingesta. Desta forma é mais fácil controlar a respiração e deglutição, além de diminuir o gasto energético. Quando considerada a idade gestacional como fator isolado para iniciar a nutrição oral, o neonato é capaz de coordenar as habilidades de sucção, deglutição e respiração por volta das 32 semanas de idade gestacional corrigida; enquanto isso, existem relatos na literatura de neonatos de até 30 semanas de idade gestacional corrigida serem capazes de manter boa frequência respiratória, frequência cardíaca e saturação de oxigênio durante a alimentação por copo. Outro fator favorável a utilização do copo é a comprovação, por meio de eletromiografia, que a atividade muscular desempenhada pelas estruturas motoras orais durante a amamentação é semelhante à atividade muscular desempenhada durante o uso do copo – o que favorece o desenvolvimento harmônico do complexo orofacial. Finalmente, o copo mostra-se um utensílio simples e prático, por ser de baixo custo e de fácil higienização. 

A eficácia do uso do copo tem sido comprovada em vários estudos, por estar relacionada com o aleitamento materno à alta hospitalar. Todavia, ainda há controvérsias se o copo garante a continuidade ao aleitamento materno após a alta hospitalar. A Organização Mundial de Saúde recomenda o copo como método primordial para a transição alimentar do neonato – de sonda para o seio materno. Os hospitais com o título Amigo da Criança seguem esta e outras recomendações e apresentam, consideravelmente, melhor desempenho na promoção e adesão ao aleitamento materno ao longo do desenvolvimento infantil. 

Para alcançar os benefícios do uso do copo – evitar o desenvolvimento de padrão de sucção atípico, promover a nutrição via oral precocemente, garantir estabilidade clínica durante a oferta de dieta e favorecer o aleitamento materno – é essencial o treinamento dos cuidadores ou profissionais da saúde quanto à administração correta deste utensílio. Pais e cuidadores não devem introduzir o uso do copo sem recomendação do Fonoaudiólogo.


* Profissionais da saúde, especialmente Fonoaudiólogos, que estejam interessados em referenciais bibliográficos sobre o tema, deixem um comentário e endereço de email - tenho artigos e revisões sistemáticas muito interessantes disponíveis!

Samba de Enredos Rio 2012: "Encantando, cantando e contando muitas histórias"

Ano passado escrevi um texto sobre o carnaval com os sambas enredos de São Paulo, esse ano tentarei com os sambas cariocas.

O que “canta, meu Rio, em verso e prosa” (União da Ilha) no carnaval de 2012.
Histórias de artistas, pintores de um povo que vive, “o povo tem sede de felicidade”(Imperatriz Leopoldinense) em 80 minutos ou em 365 dias no ano. Em um país que sabemos muito bem as dificuldades que passamos ”há tantos meninos assim, querendo um sonho”!(Renascer de Jacarépagua) “Padinho, venha me abençoar” (Salgueiro), porque na avenida é diferente e eu “cheguei, eu cheguei pra festejar”(Portela).
Não estaremos só, são componentes, passistas, bateria, uma comunidade que sonha com o título. Temos que “acreditar que pra sonhar não há limitações” (Grande Rio), o primeiro passo em busca do título é o acreditar de cada um que participa do desfile.
“Prepare o seu coração, é pura emoção, a sirene acabou de tocar” (São Clemente), um momento único que “alimenta seu povo apaixonado”(Porto da Pedra), “o nó na garganta. Chora! Chegou a hora eu não vou ligar, minha cultura é arte popular”(Mangueira), “a mais linda inspiração, pra exaltar em tua arte a brasilidade de sua expressão” (Mocidade Independente de Padre Miguel), “somos a pura raiz do samba”(Vila Isabel), artistas da alegria que há tempos vêm “bordando o folclore, raiz cultural”*.
“Simbora que a noite já vem”, "saudades do meu São João"(*Unidos da Tijuca) saudades da “arte do gênio João”! (Beija Flor).
Que de algum lugar, ele possa inspirar muitos, e que nosso carnaval continue encantando, cantando e contando muitas histórias.

No Rio ou em São Paulo desejo um ótimo Carnaval à todas as agremiações, nossa história se escreve a cada dia dentro de cada quadra, em nossos barracões, a cada ensaio, durante a avenida somos adversários mas nunca inimigos!

Sou e sempre serei..

Para meu filho

Por que as pessoas têm filhos? E, mais do que isso, por que gostam deles? Como se explica essa sensação única, que é sem paralelo na experiência humana? A fria ciência tem algumas respostas que, em princípio, nada têm a ver com o sublime amor paterno. Mas para mim isso não acaba com a poesia da história. No conto “Os nove bilhões de nomes de Deus”, de Arthur Clarke, quando a ciência descobre o verdadeiro nome do supremo criador as estrelas começam a se apagar uma a uma nos céus. Não sei se concordo. Não acho que a ciência retire o brilho das estrelas, como não creio que haver um fundo biológico para o amor aos filhos apague sua transcendência.

Leia a íntegra no Portal Estadão.


14ª Conferência Nacional de Saúde: Saúde da Família para todos!

As conferências nacionais de saúde são grandes eventos, realizados a cada 4 anos, em que os mais diversos setores da sociedade, dos trabalhadores da saúde, e do governo se reúnem para orientar as ações do governo. A 8ª Conferência Nacional de Saúde, por exemplo, foi convocada em 1986 por causa da inviabilidade do INAMPS, e estabeleceu as bases do SUS que seriam consolidadas na Constituição Federal de 1988. Ao contrário das resoluções do Conselho Nacional de Saúde (um órgão permanente composto por sociedade, trabalhadores e governo), as propostas das conferências não precisam ser obrigatoriamente seguidas pelo governo, mas costumam ser atendidas mesmo assim.

Auditório principal lotado

A 14ª Conferência Nacional de Saúde foi realizada nos dias 30 de novembro a 4 de dezembro de 2011 em Brasília, e contou com quase 3 mil representantes, indicados pelas conferências municipais e estaduais que antecederam à nacional. Além desses delegados, as conferências municipais e estaduais também definiram as 15 diretrizes que nortearam a Conferência Nacional de Saúde. Vale a pena dar uma olhada em todo o relatório final da conferência, mas eu gostaria de destacar uma diretriz em especial: todas as famílias, todas as pessoas, devem ter assegurado o direito a uma equipe de Saúde da Família.

Dentro dessa diretriz, a Conferência aprovou 28 propostas, como por exemplo:

  • Reforçar a Estratégia de Saúde da Família como modelo preferencial da Atenção Básica no Brasil, com ampliação progressiva da cobertura até a universalização.
  • Reduzir o número máximo de usuários por equipe de Saúde da Família para 2500, revendo a portaria 648/2006.
  • Modificar o critério do número de pessoas acompanhadas pelo Agente Comunitário de Saúde (ACS), de forma que o número máximo seja de 400 pessoas na zona rural e de 600 pessoas na zona urbana.
  • Instituir o piso nacional para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias, e um Plano de Carreira Nacional da Estratégia de Saúde da Família no SUS, contribuindo para o Programa Nacional de Desprecarização do Trabalho no SUS.
  • Ampliar os recursos para a atenção básica, garantindo reajuste anual dos valores e composição tripartite (50% União, 25% estados/DF e 25% municípios [...].

Criada há quase 20 anos para atender a áreas carentes, a estratégia Saúde da Família foi progressivamente adotada por quase todos os municípios brasileiros, e atende hoje a pouco mais da metade da população brasileira. Em grande parte isso se deve aos bons resultados do modelo, como por exemplo na grande satisfação da população atendida, na prestação de um serviço de alta qualidade, na diminuição de internações hospitalares preveníveis, e na diminuição da mortalidade infantil.

Oferecer a estratégia Saúde da Família a toda a população brasileira é uma decisão ousada, que implica em aumentar significativamente o orçamento da atenção primária à saúde (também chamada de atenção básica) e em terminar de substituir os outros modelos. Implementar as propostas da 14ª Conferências significa aumentar o número de agentes comunitários de saúde de 250 mil para 350 mil, e aumentar o número de equipes de 30 mil para 75 mil.

As regras de cofinanciamento do Ministério da Saúde já permitiriam esse aumento no número de agentes e de equipes, mas na prática a expansão não ocorre por falta de recursos. O próprio Ministério da Saúde reconhece que seus repasses só cobrem 33% dos custos da estratégia Saúde da Família, ou seja, o resto da conta fica para os municípios, que têm os menores orçamentos. Os Estados precisam participar do financiamento, e a União precisa participar numa proporção mais adequada ao seu orçamento.

A precariedade dos vínculos de trabalho é resultado, em grande parte, da municipalização da gestão da atenção primária à saúde. Fica difícil para o Ministério da Saúde interferir em relações trabalhistas de que não participa. Mais difícil ainda é estimular a criação de planos de cargos, carreiras e salários, até porque o Conselho Nacional de Saúde veta qualquer iniciativa que se restrinja a apenas uma profissão — principalmente no caso dos médicos. A tão aguardada regulamentação da Emenda Constitucional nº 51, que dá à União a missão de definir um plano de carreira e um piso salarial para os agentes comunitários de saúde e os agentes de controle de endemia, pode ser o motor para que enfim tenhamos carreiras de saúde, de preferência nacionais ou, pelo menos, regionais.

Como eu disse no começo, as propostas das conferências nacionais de saúde não precisam ser seguidas pelo Ministério de Saúde, mas mostram muito bem para que lado sopram os ventos da política de saúde no nosso país.

Leia também:

Mais um comentário desnecessário!!!

Há um tempo atrás escrevi um textofalando sobre um comentário que considerei desnecessário em uma foto na redesocial. Inclusive na sequência postei um texto descrevendo alguns modos de denuncia,e hoje me deparei com mais uma foto que aparentemente não tem problema nenhum,mas o comentário feito depois...
desnecessário e até desrespeitoso ao meu ver. Aproveitando algo que esta na rede...
"como eu vejo", "como eles vêem"  fiz uma pequenamontagem...
Para quem não conseguir ler abaixo da foto esta assim
Panico na Internet:  “Carnaval ta chegando... NÃO HAVERÁPERDÃO!
Dados até a postagem 4.612 curtir, 7.281compartilhamentos...

Fim das férias

Ok, eu sei que você ainda está tentando desarrepiar a cabeleira, desfazer as olheiras, segurar os tremores, retornar o tom de voz para alguma coisa que soe como normal.

Dois meses de férias... ninguém merece. Quem foi o irresponsável que deixou as escolas fazerem dois meses de recesso? Por que não temos quatro períodos de 15 dias de descanso durante o ano. Por que?

Bem, agora que o terror as férias já passaram, eu não vou nem me dar ao trabalho de dizer o que fazer com os @#$%¨&* anjinhos enquanto você não sabe onde enfiá-los como entretê-los.

Mas aqui vão algumas dicas preciosas:

  1. Muita calma na volta para a escola: não deixe as crianças perceberem o sorriso de alívio na sua cara. Pode ser muita revelação para uma idade tão tenra.
  2. Não deixe de ter uma conversa com cada filho, sobre o comportamento em grupo, sobre o que esperar deste ano, do que ele vai aprender.
  3. Não deixe de lembrar que ambientes sociais funcionam na média da ética, portanto, ele vai ter que refrear alguns impulsos e não servir de saco de pancadas aceitar os impulsos alheios.
  4. Mostre os uniformes e o material escolar novo, como estão estalando de novos, e de como merecem ser bem cuidados. "se estragar fica sem", desde que você consiga cumprir, costuma funcionar.
  5. Verifique quanto pesa a mochila do seu rebendo. Se pesa mais que 10% do peso dele, ele NÃO pode levar nas costas! Ou ele vai levar numa mochila de rodinhas (se souber levá-la andando com postura correta e não com o corpo todo torto pelo peso dela) ou você vai ter que negociar com a escola que eles guardem uma parte do material.
  6. Se seu filho está entrando na alfabetização (por volta do 5-6 anos), este é o momento ideal para fazer a primeira avaliação oftalmológica.
  7. Novos colegas significam novos amigos, mas também podem representar novos perigos. Atenção para os sinais de bullying.
  8. Aproveite as férias deles, para por a cabeça em ordem, para quando eles entrarem de férias novamente... :)
Boa sorte e feliz volta às aulas.

Pai prefencial

- Pai, o que é Caixa Pre-fe-rennnnnn-ci-al?

- Ah, minha florzinha, é o caixa do supermercado que fica ali só pra atender as mulheres grávidas, as pessoas que estão com bebezinhos no colo e os idosos.

- Então vamos pra lá, pai. Você já é idoso!

Dorme com uma dessas... isso me lembra uma doce canção...

Um abraço.

Amigdalites e faringites de repetição




Amigdalites e faringites de repetição se manifestam como surtos de dor de garganta em geral acompanhados de febre alta. Em alguns casos, tosse e sintomas nasais podem estar presentes. Não é incomum que rinites e sinusites alérgicas sejam as causas determinantes das faringites


É recomendado realizar testes de inalantes, pois a participação desses é relativamente comum. A avaliação das defesas do organismo deve ser questionada, pois as faringites de repetição podem ocorrer devido a uma possível imunodeficiência. 


Em resumo, recomenda-se investigar:
- Rinite alérgica,
- Respiração bucal,
- Gotejamento pós nasal e sinusites,
- Pesquisar imunodeficiências.


Adenóides são amígdalas encontradas nas crianças, localizadas na parte superior da garganta, por trás das narinas, por onde passa o ar respirado proveniente do nariz.
Portanto, não são visíveis pela boca sem instrumentos especiais. De forma errada são popularmente conhecidas como "carnes no nariz".


As adenóides quando estão aumentadas de tamanho causam problemas, como por exemplo obstrução nasal persistente. Com o nariz repetidamente obstruído, a criança passa a dormir com a boca aberta roncando a noite,  agrava seu quadro, podendo acarretar problemas no ouvido (otite serosa e infecções no ouvido) e infecções repetidas, incluindo amigdalites e faringites.


O tratamento das amigdalites e faringites de repetição inclui: 
1) Tratamento das crises, com antinflamatórios ou antibióticos, a critério médico.
2) Avaliação e controle da alergia nasal, quando presente.
2)  Equacionamento de outros fatores influenciadores e do estado imunológico.
3) Medidas de controle ambiental no domicílio do paciente.
4) Imunoterapia específica com aeroalérgenos (vacina para alergia) está indicada nos casos comprovados de alergia associada.  À critério do alergista, é eficiente uma imunoterapia para estímulo da imunidade com objetivo de aumentar as defesas do organismo.

Choveu!!! Vamos brincar de que??

Tudo bem, está chovendo e as crianças ainda estão em casa...e agora?
E agora vamos brincar! Já coloquei algumas atividades aqui no blog que podemser feitas dentro de casa, mas vou colocar mais uma brincadeira para tentarcolaborar.
Primeiro, em dias de chuva, alguns pais já devem ter usado um vasto repertório,como dominó de bichinhos, cartas e jogos de tabuleiro para tentar segurar a molecada. Se jogos de tabuleiro são bem interessantes, porque não fazer o seu próprio jogo?
Como assim?
Aí vai um exemplo... 
(parece um texto longo, mas é fácil e rapido de fazer e bem legal de brincar!)
Pegue uma folha de papel (a sua escolha, A4, canson, cartolina) e peça para acriança escolher 3 cores de giz de cera (ou lápis colorido, ou canetinha) paracomeçar a montar o jogo.
Pegue a folha de papel, separe um pedaço, por exemplo, você pode pegar uma daspontas e fazer a forma de um trapézio (no caso um triangulo e um retângulo),recorte (em vermelho ) formando um quadrado e um retângulo.

Desenhe um circulo dentro da folhaquadrada, para muitas crianças desenhar um circulo pode ser um poucocomplicado, você não precisa usar um compasso (até pode, dependendo da idade dacriança), mas uma tampa de um pote, um pratinho de plastico (aquele que sobrouda festa de aniversário) será muito útil. Depois voce irá desenhar uma cruz (umX ) dentro do circulo, em cada canto em que esta cruz cruzar com o circulo voceirá desenhar um semicírculo (meia lua... veja imagem).

O desenho acima usa duas cores poréma idéia é usar uma só, lembra que no começo pedi para escolher tres cores degiz de cera? Era para isso...

E as outras duas? 
São as peças do jogo
Como assim?
Deixamos um retangulo de papel, certo? Neste retangulo pintaremos cada metadecom uma cor 

Após pintar a folha recortaremos comos dedos(você pode usar tesouras), quatro bolinhas, ou pedaços, não precisa serperfeito a ideia é jogar...
Jogo - Gato x Rato
Objetivo: fechar o seu adversário em um dos pontos do tabuleiro
Como jogar:
primeiro posicione as peças no tabuleiro

Depois cada participante pode fazerum movimento, esse movimento sera de um ponto a outro de cruzamento das linhas.Por exemplo a peça em cima do semicírculo só pode se movimentar para o meio,nesse primeiro movimento, assim como as laterais só conseguem caminhar para olado até a ponta do semicírculo
Cada um faz um movimento e aguarda oadversário, as peças podem ir e voltar sem problema, respeitando a vez de cadaparticipante, até que um dos jogadores consiga imobilizar uma peça doadversário
FOTO: Pai e filho brincando em casa - apesar de amigos a foto não foi combinada...






458 anos - "Vou à Luta Sem Pedir Licença... Tupy or not Tupy? Sampa é a Resposta"

Hoje 25 de janeiro de 2012, aniversário de 458 anos de São Paulo resolvi deixar uma letra de um samba do Águia de Ouro (2002) que intitula o texto onde "Sampa" é a resposta!
Este samba é do Pelézinho, Quinzinho, Willian e Leandro Lehart ("pagodeiro, mestiço brasileiro" que cantava no Art Popular) e fica como homenagem neste dia... de aniversário e de ensaio no anhembi!!



Quero ouvir toda galera... cantar
Com a nossa bateria... vibrar
Minha águia da pompéia festeja
E lá no céu uma estrela vai brilhar
Sob a luz do criador
Vi um futuro promissor
Pra esta cidade, que eu mario de andrade, me apaixonei
Chegaram, bandeirantes de aço
Imigrantes em teus braços
Acelerando a industrialização
"lembra da revolução?"
Pela constituição, calou-se um ditador... ôôôô
A democracia é a nossa diferença
Vamos a luta, vamos sem pedir licença
És grande pela própria natureza
Pólo cultural deste país
És o eldorado brasileiro
Terra do trabalho e do dinheiro
A tua moda traz fascinações
Em devaneios e ilusões
Festeira, tua noite é pioneira
Da tropicália a bossa nova e o rock nacional
Tem gente boa, olha a cinderela negra
Na terra da garoa
Vem anhembi, bate na palma da mão
Sou suburbano, paulistano, sou da gema
E neste samba vou mandando o meu poema

Frustrações com a hipnose, da Suécia ao Paraná

A hipnose forense está em alta. Não só o romance “O hipnotista” faz sucesso no Brasil e no mundo como no mesmo ano do lançamento do livro no país (2011) foi reinaugurado um laboratório de hipnose no Instituto de Criminalística do Paraná. Acho que é hora de retomar a campanha por uma Legislação Baseada em Evidências.

Leia a íntegra no Portal Estadão.


Screening da Carótida não aumenta a cessação do tabagismo

Impact of Carotid Plaque Screening on Smoking Cessation and Other Cardiovascular Risk Factors

Medo percebido (educação em saúde): funciona?

Aparentemente em relação ao screening de carótica para fumantes, isoladamente, não. É o que revela um estudo publicado no Archives of Internal Medicine.

Triagem para aterosclerose carotídea não melhorar as taxas de cessação do tabagismo ou controle dos fatores de risco cardiovascular. Cerca de 540 fumantes foram randomizados para rastreamento ultra-sonográfico de triagem na carótida ou não , e todos os participantes também foram submetidos a um ano de terapia para cessação de tabagismo, que incluiu aconselhamento e terapia de reposição de nicotina. Pacientes com aterosclerose identificada na triagem receberam imagens de sua placa, além de aconselhamento adicional.

Em 1 ano, não houve diferenças significativas entre os grupos nas taxas de cessação do tabagismo, controle de fatores de risco cardiovascular, ou mudanças nos escores de risco de Framingham.

O editorialista do Archives of Internal Medicine aconselhou os médicos se concentrar em melhorar suas relações com os pacientes - em vez de usar "imagens simples" - ao tentar motivá-los a mudar seus estilos de vida.

É importante lembrar que o medo percebido é apenas um dos componentes de crenças dos pacientes acerca da mudança de comportamento. As pessoas mudam de comportamento de acordo com uma série de variáveis, que incluem gravidade e susceptibilidade percebidas, mas também os benefícios, as barreiras, e a crença na capacidade de mudar de comportamento.

E estes componentes se interrelacionam de maneiras diversas quando se estudo mudanças de comportamento para doenças agudas, doenças crônicas, fatores de risco e de proteção.

Assim, é importante perceber que o US de carótida é apenas mais um componente na mudança de comportamento, e não "o componente" que fará a diferença na mudança de hábitos.

Livre acesso ao artigo:




Livre acesso ao editorial:




Sugestão de leitura:



















Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi

Um caso, um exemplo do que não é educação!



Vocês reconhecem a foto acima? um caso que repercutiu na mídia de uma suposta gravidez de quadrigêmeos.
A noticia já circulou o suficiente, mas ainda ficou na minha cabeça o exemplo... que exemplo?
Segundo o dicionário Houaiss (em azul) "exemplo"
1. o que pode ou deve ser imitado; modelo (siga o e. de seu pai)
Que exemplo foi dado por essa mãe para seu filho?
2. fato que pode servir de lição
Ao meu ver, essa deve ser uma lição muito grande para ela, mas acho que vale para o nosso dia a dia, há um tempo atras contei sobre a postura de um pai no aeroporto atrasado para seu voo. (pais também seguem regras), nossas atitudes todos os dias são exemplos durante a educação. 
3. fato usado para ilustrar ou esclarecer algo (meu sobrinho é um e. do que estou dizendo.)
É o que essa foto pode ilustrar um exemplo do que eu disse acima

Existe uma frase que vale para treinamentos que eu gosto bastante, mas vale também na educação: "Liderança se dá pelo exemplo!". Entenda liderança aqui como pais e mães que fazem parte da construção dessa educação.

A vida de Frank

Estava lendo a Runner´s World deste mês, com espírito elevado e pensando nos planos futuros. Quando, dentre tantas notícias sobre saúde, competição e imagens de ar livre, me deparo com a história de Frank Shorter. Nunca tinha ouvido falar no ser humano. Pensei: "ok, deve ser mais uma história de sucesso de mais um corredor". Meu pequeno desdém tem um motivo: todo herói parece ter sido só sucesso e algumas superações. Mas não é o caso.

Ele foi um dos mais importantes atletas americanos do final do século passado, no quesito corrida. Mas ocultou durante toda a vida uma história macabra que assombrou seus pensamentos a vida inteira. Vou copiar alguns trechos porque eles falam por si próprios. Se quiser ler a matéria completa (que muito maior também fala de sua carreira como atleta), clique aqui ou compre a revista (se pedir, eu empresto). Ela era filho do médico generalista Dr. Samuel Shorter, homem querido e admirado na cidade onde viviam.


"Frank Shorter não guarda fotografias do pai, Samuel. Segundo de 11 filhos, cinco meninos e seis meninas, Frank é o que mais se parecia com ele. Os dois tinham o mesmo olhar indagador, a cabeleira farta e o perfil afilado e aristocrático. Durante a infância de Frank, os moradores da cidade de Middletown, no estado de Nova York, comentavam com frequência o quanto oso dois eram parecidos. A intenção era fazer um elogio, mas assim como tudo que estava ligado ao pai, esses comentários despertavam um medo incontrolável e secreto em Frank."

"Ele não ia me bater no carro. Ele deixaria para mais tarde, em casa, onde ninguém podia vê-lo."

"Recentemente, Frank decidiu quebrar o silêncio. O primeiro motivo para isso foi a morte de seu pai, em junho de 2008, em Middletown. Frank foi a sua cidade natal para participar de uma prova e visitou seu pai, internado em estado terminal. 'Olhando em seus olhos, eu senti um grande alívio', diz Frank. 'Ele não podia mais me machucar. Ele não podia machucar minha mãe, nem meus irmãos e irmãs. Ele não podia mais machucar ninguém. E eu nunca teria que pensar nele de novo.

Entrento, com a morte do pai, Frank sentiu-se inquieto. Velhas lembranças voltaram a assombrá-lo, até explodirem, dois anos mais tarde, antes de uma prova no Missouri.

Frank havia ido dar uma palestra com seus colegas de corrida Bill Rodgers e Dick Beardsley. Os três foram a um colégio de ensino médio que abrigava menores infratores e que receberria as doações arrecadadas na prova. 'O organizador do evento nos pediu para conversra com alguns jovens e fazer um breve discurso motivacional no auditório', conta Frank. 'Olhei para todos aqueles jovens sofridos e percebi que eu era um deles."

"'Falei sobre como eu me sentia quando estava deitado na cama, quando era criança, ao ouvir os passos do meu pai na escada', conta Frank. 'Como ententava adivinhar seu humor e sobre o esforço diário que nós, seus filhos fazíamos para nos mantermos fora do caminho dele. Falei sobre a busca por uma válvula de escape para o medo e o ódio que sentia, e sobre como encontrei isso na corrida. Admiti que corria para fugir. E descrevi a culpa que sentia por não ser capaz de salvar toda minha família."

"'As pessoas merecem saber a verdade', disse Frank. 'Acho que eu mereço a verdade. E meu pai? Cheguei à conclusão de que ele merece piedade, mas que também precisaria responder à justiça. Não é certo que ele fique sem pagar pelo que fez.'

Meu pai tinha uma personalidade de médico e monstro. Ele dedicava carinho e amor á comunidade e terror e violência para aesposa e os filihos.'"

"Em 1948, (...) durante uma visita à Flórida, Frank levou a primeira surra. 'Eu estava correndo e gritando na estrada e meu pai me bateu com o cinto porque eu tinha sujado a fralda.' Frank diz que reprimiu aslembranças de muitas das surras que vieram depois, mas que se lembra claramente de quatro ou cinco episódios especialmente violentos. 'Essas surras aconteciam com tanta frequência, comigo e com meus irmãos, que eu chegava a pensar nelas quase como uma rotina', diz."

"Os filhos do Dr. Samuel afirmam que, além da violência física, ele também praticava tortura psicológica. 'Ele era mestre em explorar a insegurança e os defeitos de cada um de nós', diz Barara duPlessis, de 52 anos, irmã de Frank.

O atleta concorda que os machucados mais profundos talvez sejam os emocionais. 'Nós nunca conseguíamos relaxar na presença dele. A única atenção que ele me dava era quando me ensinava a ter disciplina.' (...) Algumas vezes o ódio e a crueldade de Samuel chegavam a níveis que ultrapassavam o limite da razão: além das surras de cinto e dos jogos psicológicos, duas irmãs de Frank também acusam o pai de estupro. (...) 'Acho que o abuso sexual fazia parte de um programa abrangente de opressão, para manter os filhos sob total controle', diz ela.

Ao que tudo indica, os vizinhos nunca suspeitaram de que o homem ilustre fosse outra pessoa dentro de casa. (...) 'Nós, crianças, sentíamos muita vergonha e culpa e nunca falávamos sobre isso, nem mesmo entre a gente.'"

"'Minha mãe me disse que, toda vez que nos deixava sozinhos em casa com nosso pai, algo ruim acontecia', diz Frank. 'Ela tinha tanto medo dele e negava seu comportamento violento em um nível tão absurdo que não conseguia dizer o que era algo ruim. Então, ela simplesmente resolveu não nos deixar mais sozinhos com ele. Por fim, exceto em raras ocasioões, ela simplesmente deixou de sair de casa.'"

"Fank continuou apanhando até mais ou menos os 10 anos de idade, época em que já estava grande o suficiente para resistir ou revidar às surras do pai. 'Era mais fácil me bater quando eu era pequeno', diz. Então Samuel parou de gredir Frank, ao menos fisicamente."

"Para Frank, se fosse ele o escolhido, era quase como um alívio. Ficar deitado ouvindo o pai surrar um de seus irmãos era quase pior qdo que apanhar.

"Geralmente, Frank sentia o cheiro de álcool no hálito do pai e isso era ao mesmo tempo bom e ruim. Ruim porque o tornava ainda mais violento. E bom porque,estando bêbado, ele podia se confundir e usar a ponta do cinto e não a fivela."

"Frank decidiu que seu pai nunca ficaria perto das crianças e os netos cresceram sem ter contato com o avô. 'E meus filhos nunca questionaram isso. Acho que eles seentiam que havia alguma coisa errada entre mim e ele. E, por causa do meu pai, eu nunca encostei um dedo nos meus filhos. Meu objetivo na vida sempre foi por um fim ao ciclo de violência', diz.

'A verdade só ajuda', afirma Frank. 'Talvez algumas crianças que estejam passando pel amesma situação que eu passei busquem ajuda. Gostaria que eu, meus irmãos e irmãs tivéssemos recebido ajuda. Queria que meu pasi tivesse recebido ajuda.'"


Não é bonito, não vai fazer seu filho mais obediente. E talvez essa seja a história que ele conte a seu respeito. Pense nisso. Por sorte Frank buscou os esportes. Poderia sim ser mais um delinquente criado em casa, feito à mão, mão em riste.

Se não quer, não tenha filhos. Se tem filhos, queira-os bem.

Um abraço.